Tour a Cavalo em Cusco: Surpreendente!

Gosto de fugir dos passeios mais comuns e em Cusco resolvi me aventurar com os cavalos! Saiba como foi a minha experiência com o Tour “The Devil’s Balcony”, passeio a cavalo oferecido pela Horseback Ridding Cusco.


Tour a Cavalo em Cusco

Fechei o tour a cavalo em Cusco ainda quando estava no Brasil. Entrei em contato com a Horseback Riding Cusco via e-mail e logo em seguida fiz a reserva de um dos melhores passeios da viagem!

Pick-up no Hostel

No pacote do passeio está incluso buscar/deixar no hostel ou hotel. A guia Gabriela chegou pontualmente na hora marcada para o início do passeio, às 9h.

Entramos no carro e fomos direto para o rancho, localizado próximo ao parque Sacsayhuaman, uma das ruínas visitadas durante o City Tour de Cusco.

Comecei a me encantar já no caminho, não conseguia tirar os olhos da janela do carro. Aos poucos fomos subindo, até o ponto de ver Cusco bem do alto. A vista é linda! Vale a pena parar e tirar umas fotos.

Continuamos pela estrada e passamos pertinho de Sacsayhuaman. Essa foi a primeira vez que vi uma ruína arqueológica.

Fiquei extasiada vendo aquela fortaleza enorme com pedras colossais, mal podia esperar pelo passeio do City Tour de Cusco.

 Sacsayhuaman
Na hora em que passamos por Sacsayhuaman (por volta das 9h), o sítio estava bem vazio, deixando tudo mais bonito.

Rancho Horseback Riding Cusco

Algum tempo depois chegamos ao rancho. O local é bem simples, mas a vista é maravilhosa: tinha uma casinha de barro para uso dos funcionários e vários cavalos a nossa espera.

Antes do tour começar recebemos uma garrafa d’água e um lanchinho (banana e cereais) para comermos durante o passeio.

A Horseback Riding Cusco oferece vários tours, desde passeios com dias de duração a passeios de algumas horas.

Escolhi fazer o Tour The Devil’s Balcony, o passeio mais recomendado pela empresa. Esse passeio tem 4 horas de duração e passa por diversos locais interessantes.

Rancho mais charmosinho do que esse não tem! Antes de começar o tour, recebemos instruções e cada um seguiu para o seu cavalo.

Uma rápida observação pra vocês: sou Veterinária e fiz 7 anos de hipismo quando era mais nova. Não preciso dizer que AMO cavalos, não é? Em toda viagem procuro me envolver com animais, sempre me importando com o bem estar deles, claro!

Quando descobri esses passeios a cavalo, não resisti. E o mais legal, esses passeios também são voltados às pessoas sem experiência com montaria. Você não precisa ser amazona ou cavaleiro para conseguir fazer o passeio do início ao fim. Minha amiga não tinha experiência alguma e tirou de letra!

O nosso grupo era pequeno, estávamos em quatro pessoas. Eu, minha amiga Luísa, a nossa guia Gabriela e o Álvaro, o cuidador dos cavalos.

Para a minha surpresa, o Álvaro não foi a cavalo, e sim a pé! Fiquei com pena do rapaz… Era ele e a folha de coca o tempo todo.

Haja pulmão pra acompanhar os cavalos em uma altitude como a de Cusco (3.399 metros acima do nível do mar). Tirei meu chapéu pra ele!



Escolha dos cavalos

Depois de todos devidamente equipados (usamos quepe, uma espécie de capacete de proteção), cada um foi apresentado ao seu respectivo cavalo.

Acredito que os cavalos sejam escolhidos de acordo com o nível de experiência da pessoa. Eu fiquei com o Capricho, um jovem alazão meio teimoso e sem freio. Minha amiga montou o Sol Andino, um cavalinho bem mansinho e nossa guia montou o Pisco. Lá fomos nós!

Capricho el Loco e Sol Andino prontinhos para o nosso tour pelos arredores de Cusco.

A cavalgada

Durante o passeio passamos por comunidades andinas, podendo observar as atividades do dia a dia dessas pessoas.

Longe do turismo, vimos cusquenhos cuidando de seus animais e preparando o solo para a agricultura (batatas + batatas).

Templo de La Luna

Depois de algum tempo, chegamos ao primeiro ponto de parada, o Templo de La Luna. Em todas as paradas nós descíamos dos cavalos e ouvíamos uma “palestra” cultural de nossa guia Gabriela.

Não vou contar as histórias pra não dar spoiler, mas fiquei muito tocada com esse templo pelo seu valor em relação ao sexo feminino.

O cenário muda algumas vezes e todos os caminhos são lindos! No inverno os picos nevados deixam a vista mais bonita ainda.
Caminho de acesso ao topo do Templo de La Luna. A entrada do templo fica na parte de baixo, mas encontra-se interditada por motivos de segurança.

Na cultura Inca, a Lua representava o símbolo feminino e o Sol o símbolo masculino. Para eles, o equilíbrio entre os sexos era algo fundamental.

O fato da nossa guia ser uma mulher tornou o passeio muito mais empoderador e precioso.

E pra terminar de colocar o “poder” em empoderador, eu e minha amiga achamos o lugar propício e resolvemos botar em prática uma ideia que vinha nos consumindo: a #toplesstour.

A nossa guia ficou responsável por tirar a foto. O Álvaro segurou os cavalos, colocou o chapéu na cara e lá estávamos nós, livres leves e poderosas no topo de Cusco!

Realizar essa proeza em um lugar carregado de energia feminina foi um game changer. O sentimento de liberdade física e espiritual foi muito grande!

No topo do Templo de La Luna nos surpreendemos com esse senhorzinho fofo tocando flauta.
Quando o empoderamento sobe à cabeça das amazonas e resta decidir dominar ou não dominar Cusco? Sou pouco brega, né?
X Zone

Depois dessa proeza, seguimos pela X Zone. No caminho passamos galopando por lugares com a vegetação rasteira. Depois a vegetação mudou, ficando mais densa e com árvores altas cortadas por um córrego.

Na hora de passar por esse córrego alguns cavalos pulam, se preparem! O Capricho caprichou no pulo, foi por pouco que eu não me refresquei no córrego.



The Devil’s Balcony

Continuamos por mais algum tempo e por fim chegamos ao The Devil’s Balcony ou Chacan. Descemos dos animais e fomos entrando em uma espécie de caverna.

O acesso é tranquilo, mas é necessário ter cuidado com as pedras. Lá é bem bonito, tem uma cachoeira com um pequeno poço.

Capricho descansando e se fartando enquanto descíamos para o The Devil’s Balcony.
Panorâmica tirada do lado oposto ao The Devil’s Balcony – Cusco ao fundo esquerdo.

Do lado de fora do Chacan fizemos a parada do lanchinho e depois retornamos ao rancho.

Eu AMEI todo o passeio! A linda paisagem, a nossa ótima guia, o contato com os animais e a valorização do sexo feminino pelo Império Inca tornaram esse passeio um dos meus preferidos!

Gostei tanto que, se tivesse mais tempo dinheiro teria feito o passeio de 4 dias de duração destino à Machu Picchu. Ah, na época (maio/2016), o Tour The Devil’s Balcony custou U$65 por pessoa.

Veja aqui mais dicas sobre o que fazer em Cusco e arredores!


Está planejando sua viagem ao Peru?
Confira o meu Roteiro de 7 dias em Cusco e Machu Picchu:

Dia 01 –Aclimatação na Plaza de Armas + Câmbio de Dinheiro e Compra do Boleto Turístico de Cusco

Dia 02 – Tour a cavalo com a Horseback Riding Cusco + Tarde em Cusco

Dia 03 – Conhecendo o Mercado de San Pedro e outros Centros Artesanais

Dia 04 – Passeio à Pisac (Valle Sagrado dos Incas) na parte da manhã + City Tour de Cusco à tarde

Dia 05 – Manhã e tarde visitando o Valle Sagrado dos Incas + Viagem de trem para Águas Calientes

Dia 06 – Subindo a Montanha Huayna Picchu + Visita às ruínas de Machu Picchu + Noite em Cusco

Dia 07 – Dia livre em Cusco




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