Bate e Volta em Mingun – A cidade dona dos Pagodas mais fascinantes de Myanmar

Situada próxima à Mandalay, Mingun guarda formidáveis Pagodas e o segundo maior sino do mundo. O passeio é imperdível, confira!


Antiga cidade integrante da região de Sagaing, Mingun está localizada às margens do rio Ayeyarwady River e faz fronteira com Mandalay, a 2ª maior cidade de Myanmar e centro cultural birmanês.

Uma vez em Mandalay, é possível acessar Mingun de duas formas: pelas estradas de Sagaing ou via barco. Por ser mais prática e ter uma paisagem diferente da encontrada nas estradas, a opção mais utilizada pelos turistas é o passeio de barco.

O bate e volta é bem rápido e dura apenas uma manhã, ideal para quem não tem muito tempo na cidade, mas ainda assim se esforça para visitar os locais mais interessante da região.

Passei 3 dias conhecendo Mandalay e decidi fazer esse passeio no último dia na cidade. Deixo aqui os detalhes do bate e volta em Mingun.



A viagem de barco

A poucos minutos do centro de Mandalay está o Myan Gyan Jetty, um pequeno porto situado nas encostas do rio Ayeyarwady River. Diariamente, vários barcos saem sentido Mingun e outros destinos.

Os barcos que seguem a rota para Mingun partem às 9h e percorrem 11 km rio acima, levando cerca de 1 hora para chegar ao destino. Atenção ao horário de saída! Esse percurso é realizado apenas uma vez ao dia, então não perca o horário!

Mandalay Mingun Myan Gyan Jetty
Quando o número de passageiros é o suficiente, todos são direcionados para o barco. Os barcos ficam emparelhados e interligados por pranchas de madeira. Quem aí tem talento para ser um pirata equilibrista? Chegou a sua hora de brilhar!

Os ingressos de ida e volta (5.000 kyats) podem ser adquiridos no próprio porto momentos antes da partida dos barcos.

Mandalay Mingun Myan Gyan Jetty
Aos poucos, Mandalay e um mundaréu de barcos vão ficando pra trás.
Mandalay Mingun Pahtodawgyi Pagoda
Ainda a bordo do barco começamos a avistar a imensidão de um dos cartões postais de Mingun, o gigantesco Mingun Pahtodawgyi Pagoda.



Chegando em Mingun

O barco atracou em Mingun, e agora? Se prepare para ser recepcionado e disputado pelos locais.

Disputado? Sim! Os motoristas dos tuk tuks e dos “táxis” competem entre si para ver quem vai ganhar o freguês. Aproveite, essa é a hora de barganhar o valor do passeio!

Mingun taxi carro de boi
O simpático motorista do nosso “táxi”.

Uma observação importante: alguns guias sorrateiramente se juntam aos motoristas sem informar que a comissão deles não está inclusa no valor acordado. Eles simplesmente pulam no tuk tuk ou “táxi” e seguem viagem com os turistas.

Eu e minhas amigas caímos numa dessa. Só descobrimos que o passageiro extra era um guia ao longo do trajeto. E como ele estava nos acompanhando sem ser contratado diretamente, pensamos que o valor acordado com o motorista seria dividido entre ele e o guia, por isso não fizemos nenhuma objeção.

Mas, não. No final do passeio o guia começou a cobrar sua parte. Acabamos pagando a mais pois ficamos com vergonha de recusar a comissão. Fiquem atentos! Antes de começar o passeio, deixe claro a vontade de ter ou não um guia por perto.

Mingun taxi
Carro de boi em Mingun chama táxi. Para transitar pelos pontos turístico de Mingun temos as seguintes opções: táxi, tuk tuk e pernas.
Mingun taxi carro de boi
Eu e minhas amigas escolhemos ir de táxi porque somos phynas! Mas fazer o trajeto a pé também é super tranquilo, só é um pouquinho mais demorado.

Depois de escolher o meio de transporte, é hora de começar a desbravar as belezas de Mingun. A sequência das atrações depende da sua escolha, mas a melhor ordem é a seguinte: Mingun Pahtodawgyi Pagoda, Mingun Bell, Hsinbyume Pagoda, Resquício Leonino e lojinhas de Rua.



Mingun Pahtodawgyi Pagoda

De queixo caído. Essa será a sua expressão facial ao dar de cara com o enorme Mingun Pahtodawgyi Pagoda.

Mingun Pahtodawgyi Pagoda
O que é um pontinho amarelo no meio das ruínas do Mingun Pahtodawgyi Pagoda? Eu! Brincadeiras à parte, esse Pagoda coberto de rachaduras é tão grande que mal cabe na foto.
Mingun Pahtodawgyi Pagoda
O Pagoda parece uma enorme pedra, não é? Mas na verdade é a maior pilha de tijolos do mundo! A stupa incompleta e em ruínas são os restos do gigantesco projeto de construção iniciado pelo rei Bodawpaya em 1790.

E olha que a construção dessa grande stupa não chegou ao fim. Imagine só as prováveis dimensões desse Pagoda se não fossem as profecias reproduzidas pelo povo birmanês.

Mingun Pahtodawgyi Pagoda
O projeto de construção do gigantesco Pagoda foi executado por prisioneiros de guerra e escravos. Eram eles que davam forma às idealizações do rei Bodawpaya.

Peraí, que história é essa de profecias? Pois é, o rei Bodawpaya mandou suspender a construção do Pagoda depois de escutar as tais obscuras profecias. Os agouros foram disseminados pelos trabalhadores braçais que não aguentavam mais toda a carga pesada envolvida com o projeto. E funcionaram.

As previsões mexeram bastante com o rei. Mas também não era pra pouco, veja só o que diziam os presságios: “Assim que a construção do Pagoda for acabada, o país também estará acabado” e “O rei morrerá assim que a construção chegar ao fim”.

Você continuaria com a construção? Depois de escutar as profecias, o rei Bodawpaya não quis pagar pra ver e mandou suspender tudo! Mesmo incompleto, o Mingun Pahtodawgyi Pagoda é algo magnífico de se observar.



Mingun Bell

E o rei megalomaníaco ataca outra vez! Acompanhando a construção do monstruoso Mingun Pahtodawgyi Pagoda, o rei Bodawpaya ordenou a criação de um enorme sino, o Mingun Bell.

Assim o fizeram. Pesando mais de 90 toneladas, o Mingun Bell é o segundo maior sino do mundo, perdendo apenas para o Bell of Good Luck, na China.

Mingun Bell
o sino não tem nenhuma rachadura e está em ótimas condições de uso. Para tocá-lo é preciso bater com um bastão de madeira em suas extremidades.



Hsinbyume Pagoda

Prepare-se para ficar hipnotizado com o exuberante Hsinbyume Pagoda. Sua grandiosidade circular e de cor branca foi inspirada pela Mount Meru, a montanha mitológica Budista.

Hsinbyume Pagoda Mingun
O Hsinbyume Pagoda foi construido em 1816 a pedidos do príncipe Bagyidaw. O príncipe dedicou o magnífico Pagoda em memória da Princesa Hsinbyume, sua cônjuge e prima falecida durante o parto.
Mingun Hsinbyume Pagoda
É possível transitar por todas as alas do Pagoda.
Hsinbyume Pagoda Mingun
No topo do Pagoda tem várias bandeiras religiosas e locais para a colocação de incensos.
Hsinbyume Pagoda Mingun
A arquitetura do Hsinbyume é incrível. Suas ondas e cristas brancas parecem um enorme bolo confeitado! Huum!



Resquício Leonino e Lojinhas de Rua

Dois gigantescos leões voltados para o rio Ayeyarwady River guardam o Mingun Pahtodawgyi Pagoda. Um terremoto destruiu grande parte dos guardiões e atualmente existem apenas vestígios leoninos.

Nas proximidades dos vestígios há uma série de lojinhas vendendo roupas e artesanatos birmaneses. Pare nas lojinhas apenas no final do passeio, dessa forma você só compra se tiver tempo sobrando e não compromete o passeio.

Viagem de volta

Depois de se deslumbrar com todas as belezas da antiga cidade de Mingun, chegou a hora de voltar para a agitada Mandalay.

A viagem de volta é mais rápida pois o barco navega rio abaixo e a favor da corrente. O barco deixa Mingun por volta das 12:30h e chega em Mandalay pouco depois de 13h.

Cuidado para não ficar muito absorto pelas grandiosidades de Mingun e acabar perdendo a única carona de volta à Mandalay. Preste muita atenção ao horário de saída do barco!

Mingun Mandalay Myan Gyan Jetty
Atrase e conheça o lado brabeza dos birmaneses! Obs: não fui eu quem atrasei, viu gente?

Ah, também é bom saber o nome ou algum detalhe marcante do seu barco. As embarcações atracadas a espera de passageiros são super parecidas!




Vai pra Mandalay? Clique aqui e descubra o que você não pode deixar de fazer na segunda maior cidade birmanesa.

Quais cidades de Myanmar devo conhecer? Inspire-se com o meu Roteiro de 10 dias pela Birmânia e monte sua viagem!


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